MÚSICA ELETRONICA

MÚSICA ELETRONICA

 

Dicionario Da Música Eletronica parte 2

 

 

Deep House - É um sub estilo da house music porém mais lenta e, geralmente mais jazzy.

Denon
- É o nome de um fabricante de equipamentos de som que tem lançado um daqueles CD Players duplos com pitch, que altera a velocidade de reprodução do CD e, com isso, permite mixagens. Esses aparelhos, hoje fabricados por dezenas de outras empresas (Numark, Gemini, Pioneer, etc.), acabaram virando sinônimos de Denon ou CDJ, assim como Xerox e equipamentos de cópias xerográficas.

Detroit
- Cidade americana onde nasceu o Tecno através de Djs talentosos como Kevin Saunderson, Juan Atkins e Derrick May e, posteriormente Mad Mike e Jeff Mills. É considerado uma mistura do P-Funk de Detroit (George Clinton) com a música eletrônica européia (Kraftwerk e New Order). Como o estilo incorporou em outros cantos do mundo influências locais, o tecno original passou a ser conhecido por Detroit tecno.

Disco - Estilo dançante extremamente alegre, quase nada eletrônico ainda e bastante influenciada pelo som negro americano que no final dos anos 70 tomou de assalto toda a mídia, reforçados principalmente por filmes como Embalos de Sábado a Noite, Os Embalos de Sábado Continuam, com John Travolta e Thank God it's Friday com Donna Summer e Lionel Ritchie, e por artistas e bandas como a própria Donna, Jackson 5, Gloria Gaynor, Chic, Village People, The Commodores, Bee Gees, Earth Wind and Fire, etc. A batida é o 4x4 com bumbo no 1 e 3 e palmas no 2 e 4 e um som super alegre com sopros, vocais e guitarrinhas com riffs curtinhos e rápidos. Ao contrário do que muitos pensam, a Disco é feita até hoje com bases eletrônicas.. e muito!! Grandes nomes atuais como Luke Slater e Thomas Benghalter fazem disco. Ou você acha que Gyn Tonic e Stardust é tecno?

Divas - As grandes damas (muitas vezes grandes mesmo.. de gordas. Geralmente, mas não necessariamente negras) da música. Aretha Franklin, Gloria Gaynor, Martha Wash, Ultra Natè, Crystal Waters, Robin S. são exemplos.. Como House Divas ficou conhecido o tipo de house com mulheres cantando e gritando exageradamente.

DJ - O Disc Jockey ou controlador de discos. Gente, não confunda o DJ (um profissional sério e estudioso de sua profissão, capaz de ousar com músicas novas e não comerciais e que conhece profundamente música de modo geral e equipamentos) com esses caça níqueis que colocam uma música depois da outra desordenadamente, sem o menor pudor, e que se auto intitulam Djs, quando na verdade são simples instrumentos da indústria fonográfica para tocarem as músicas por elas impostas.

Downbeats - Batidas relaxantes e linha de baixo quente originárias do Hip Hop. Basicamente, todo nao Drum'n'bass/jungle nem bigbeat breakbeats entram aqui. Em janeiro de 1998 a banda francesa AIR lançou seu debut álbum Moons Safari, exemplo que mais combina com a combinação de estilos no mesmo som.

Dub
- Não é nem um estilo musical, mas uma remontagem ou desconstrução de outras músicas extremamente instrumental, eletrônica, suja e repetitiva. Não tem vocais, mas o vocal da música original as vezes entra como mais um fator da bagunça criada pelo autor da versão dub. Um expoente? Dj. Mad Professor, que inclusive lançou um álbum só de dub com músicas do Massive Attack.

Dubplate
- Disco em edição limitada (geralmente em vinil), estritamente para divulgação e distribuído aos Djs. No Brasil, infelizmente a indústria não tem o costume de usar dubplates.

Downtempo
- Sub estilo musical que como o próprio nome diz tem o tempo ou ritmo bastante lento. É derivado do Ambient e como o Amb. Drum'n'bass, o ritmo ou a batida não tem destaque, apesar de existir, diferentemente do Ambient puro.

Drum'n'Bass
- Ou D+B ou Drumambeis. Músicas feitas em um ritmo alucinado, bem rápido e totalmente quebrado (breakbeat), ou seja, nada daquele tunstituntistuntistun, mas ao invés disso, tumtá..tumtátumtum...tá. O D+B sugiu derivando-se do jungle (sem bem que são totalmente confundíveis) e diferencia-se deste por ser mais branco e usar strings como violinos ou elementos eletrônicos que os imita (enquanto o jungle é mais negro, geralmente tem vocais de reggae e é bastante agressivo), ou seja, mais melódico, vocais mais cantados que gritados, etc. Outros elementos do D+B são a linha de Baixo com forte influência do reggae e as batidas quebradas. Os grandes nomes (grande parte negros, antagonicamente) são Goldie, Grooverider, Flytronix, Roni Size, J-Majik, Alex Reece, Omni Trio, 4 Hero, Talvin Sigh, The Dream Team, etc.

Electro - Não é um estilo musical como muitos dizem, mas texturas extremamente eletrônicas (com tons de música futurista do passado, ou seja, aqueles toques de computadores da década de 70) que se podem dar a vários estilos musicais como o Funk (ouçam "Planet Rock" de Africa Bambattaa), o hip hop, o Tecno, o trance (O Goa Trance mesmo é bastante electro), etc.

EBM - Electronic Body Music ou Industrial. Gênero desenvolvido na Bélgica entre 85-88 que na verdade é uma derivação mais pesada do Electro que tem um ar industrial pelo peso no baixo e na batida eletrônica. As bandas mais representativas são o Front 242, T99, Tragic Error, e os mais recentes Nine Inch Nails e Ministry.

Euro - Quando a House Music chegou em 1989/90 à Europa se tornou mais comercial e houve pela primeira vez em dezenas de anos bandas de países como Holanda (2 Unlimited), Alemanha (Culture Beat), Espanha (Snap), Itália (Double Dee, Blackbox, 49'rs), Suécia (Dr. Alban) estourados nos primeiros lugares dos Top Ten (sempre dominados por americanos ou ingleses).

Experimental
- Tecno music minimalista. The Orb e Future Sound of London (FSOL) são os expoentes.

Flipside - Ou lado B. O outro lado de um single 7''. Um exemplo de Lado B que deu certo é Higher State of Consciousness do Josh Wink lançado em 95 e que alcançou os top-ten 2 anos depois.

French House
- Paris é berço de um sub estilo da House que deu um novo frescor à House desde 1997. Dimitri From Paris, Etienne de Crècy, Motorbass, Catalan FC, Bob Sinclair, Thomas Benghalter, Jeff K., etc. As noites de quarta do Queens (Respect is Burning) e selos como Yellow e Roulè são os responsáveis por esse boom francês. O Techno-funk-disco-house (nome dado ao estilo Daft Punk e Motorbass) do álbum Homework tomou de assalto a cena em 97. o New-Disco de Stardust de Thomas Benghalter/Bob Sinclair idem em 98.

Funk - Música dançante com acentos no baixo e na batida. Os grandes nomes sao James Brown, Sly Stone e George Clinton. É uma fortíssima influência nos posteriores Hip Hop, Breakbeat, Acid Jazz, etc.

Funky
- É o nome que se dá àquela ênfase forte que se dá em uma música ao ritmo e à batida. Um house funky ou um electro funky são então, um house ou um electro com bastante ênfase no ritmo mas com um jeitão meio urbano, por vezes meio latino, enfim, é um toque que te faz dar vontade de dançar mesmo não conhecendo ou não gostando da música.

Gabba ou Gabber - É um tecno com ritmo aceleradíssimo, sujo e pesado como o som do punk rock. É o mais pesado e rápido estilo de música eletrônica. Enfie um microfone num liqüidificador e ligue o amplificador em volume máximo, bata numa lata com força ao mesmo tempo que conta de 1 a 100 o mais rápido que você consegue. Uma batida na lata a cada número. De 16 em 16 na contagem, pare um segundo e solte um arroto. A zoeira que você produzir é um gabba acústico. hehe. O número de batidas por minuto pode chegar de 200 à 400 Bpms. Surgiu em Roterdã, Holanda em 1989. Gabber significa "colega" em dutch.

Garage
- É um sub estilo da House que meio que foi criado (o nome, não o estilo) pra diferenciar do house menos comercial e com vocais enxutos. Criado em Nova York (vem de "Paradise Garage", lendário club novaiorquino dos 80's de Larry Levan) é também meio que influenciado pelo R&B, por ter como principal característica ser quente e ter mais soul e ser mais orientado aos vocais que a house pura de Chicago. Alison Limerick, Robin S., Sounds of Blackness fizeram algumas das músicas mais representativas do gênero.

Gig
- É um evento, tipo, uma festa, um show, etc.

Goa Trance - É um sub estilo do trance, criado na cidade asiática de Goa, e que mistura um som electro (cheio de tois e puins de equipamentos eletrônicos) com o som repetitivo do trance e uma coisa menos comercial e bem mais psicodélicos, com referências claras às divindades indianas e tal.

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